Em 2011, como nos anos anteriores, o Réveillon do Rio terá hotéis lotados; mas executivos do setor apontam algumas diferenças em relação a temporadas passadas.
A queda do dólar barato levou muitos brasileiros a querer passar a virada do ano em Paris, Nova York e outros tradicionais destinos internacionais; entretanto, faltou lugar nos voos ao exterior e os turistas aumentaram a procura pelos tradicionais festejos de Copacabana.
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Segundo Carolina Mescolin, diretora do hotel JW Marriot Rio, no ano passado a ocupação foi de 94% e este ano fechará um pouco acima de 90%. “Tivemos muitas reservas de última hora, o que foi uma surpresa para nós; a maioria dos hóspedes é de paulistas, mas também temos muitos mineiros”.
Carolina observa que as tarifas foram elevadas em 13% em relação ao ano passado porque, como a receita é em dólar e a despesa em reais, a correção é necessária para equilibrar os custos do hotel.
O mesmo aconteceu no Hotel Intercontinental, localizado em São Conrado, que está com 89% da ocupação para o Réveillon; a previsão é que sejam superados os 93% de 2009, segundo o hotel. Este ano, as reservas também estão sendo feitas mais tardiamente e as diárias estão mais caras; o hotel não informa de quanto foi o aumento, mas a explicação, além do dólar, é a demanda aquecida, que permite às redes cobrarem mais.
O presidente do Sindicato de Bares e Hotéis do Rio (Sind-Rio), Pedro de Lamare, confirma a previsão de que todos os hotéis da orla fiquem lotados até o fim do ano; Lamare afirma que mesmo os bairros da zona sul como Flamengo e Barra que ainda têm vagas também deverão ficar completos até a última semana. “Estamos vivendo um momento ótimo para o Rio e acredito que isto fará com que a cidade tenha ainda mais atrativos”, completa.
Outro tradicional hotel da cidade, o Sheraton Rio, também reajustou o preço das suas diárias; o valor para o pacote de três dias na virada de 2011 está 17% mais caro que em 2009. A diretora do hotel Marilia Pergola confirma que o aumento foi possível graças à demanda aquecida na cidade. “Vários filmes foram gravados no Rio recentemente, haverá um desenho animado sendo lançado sobre a cidade. Isso tudo está atraindo mais turistas estrangeiros”, diz ela.
Fora da orla de Copacabana e com clientes fixos, as reservas no Sheraton não seguem o mesmo padrão da maioria dos hotéis da cidade. “Como recebemos muitos estrangeiros, eles fizeram a reserva antecipadamente e já estamos com fila de espera para o Réveillon”, comemora Marilia. No Sheraton, 70% dos hóspedes são estrangeiros – a maioria norte-americanos – e apenas 30% brasileiros; neste ano, as reservas se esgotaram em outubro, quando normalmente isto acontece no fim de novembro.
No mais tradicional hotel do Rio, o Copacabana Palace, onde será feita a festa de lançamento da marca Rio 2016, as reservas também se esgotaram no início de novembro, um mês antes do normal.
Philip Carruthers, diretor do Copa, informa que os brasileiros estão retornando em número maior, ano a ano; em 2010 já chegam a 50% dos hóspedes, a maioria paulistas; “este segmento de alto luxo pode viajar para onde quiser, mas prefere vir para o Rio”.
No Copacabana Palace, o pacote de cinco dias de um apartamento simples para casal sem vista para o mar custa R$ 8.750. Mas quem quis se hospedar numa das seis suítes exclusivas na cobertura, pagou R$ 63 mil pelo mínimo de seis diárias. “Estas foram as que lotaram primeiro”, diz o diretor.
Atualização, 2 de janeiro de 2011: abaixo, filme mostrando a queima de fogos em Copacabana no Reveillon 2011:
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